Hora Média - 03/04/16

Hora Média 

Oração das Doze Horas (Hora Sexta)
Introdução

 
V. Vinde, ó Deus em meu auxílio.
 
R. Socorrei-me sem demora.
 Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
 Como era no princípio, agora e sempre. Amém. Aleluia.

Hino
Vinde, servos suplicantes,
elevai a mente e a voz:
celebrai com vossos cantos,
o amor de Deus por nós.

Porque foi neste momento
que a sentença de um mortal
entregou à morte injusta
o Juiz universal.

E nós, súditos humildes,
por amor e por temor,
contra todo mau desígnio
do perverso tentador,
imploremos a clemência
de Deus Pai, eterno Bem,
do seu Filho, nosso Rei,
e do Espírito Santo. Amém.

Salmodia
Ant. Pelos nossos pecados se entregou
e ressurgiu para nos justificar. Aleluia.
Salmo 117(118)
I 
Canto de alegria e salvação 
Ele é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular (At 4,11).

1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!' –

2 A casa de Israel agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
3 A casa de Aarão agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
Os que temem o Senhor agora o digam: *
'Eterna é a sua misericórdia!'

5 Na minha angústia eu clamei pelo Senhor, *
e o Senhor me atendeu e libertou!
6 O Senhor está comigo, nada temo; *
o que pode contra mim um ser humano?
7 O Senhor está comigo, é o meu auxílio, *
hei de ver meus inimigos humilhados.

8 É melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que pôr no ser humano a esperança;

9 é melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que contar com os poderosos deste mundo!'
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

II  

10 Povos pagãos me rodearam todos eles, *
mas em nome do Senhor os derrotei;
11 de todo lado todos eles me cercaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei;

=12 como um enxame de abelhas me atacaram, †
como um fogo de espinhos me queimaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei.
13 Empurraram-me, tentando derrubar-me, *
mas veio o Senhor em meu socorro.
14 O Senhor é minha força e o meu canto, *
e tornou-se para mim o Salvador. –

15 'Clamores de alegria e de vitória*
ressoem pelas tendas dos fiéis.
=16 A mão direita do Senhor fez maravilhas, †
a mão direita do Senhor me levantou, *
a mão direita do Senhor fez maravilhas!'

17 Não morrerei, mas, ao contrário, viverei *
para cantar as grandes obras do Senhor!
18 O Senhor severamente me provou, *
mas não me abandonou às mãos da morte.  
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

III  
19 Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; *
quero entrar para dar graças ao Senhor!
20 'Sim, esta é a porta do Senhor, *
por ela só os justos entrarão!'
21 Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes *
e vos tornastes para mim o Salvador!

22 'A pedra que os pedreiros rejeitaram, *
tornou-se agora a pedra angular.
23 Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: *
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
24 Este é o dia que o Senhor fez para nós, *
alegremo-nos e nele exultemos!

25 Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, *
ó Senhor, dai-nos também prosperidade!'
 –26 Bendito seja, em nome do Senhor, *
aquele que em seus átrios vai entrando!
 – Desta casa do Senhor vos bendizemos. *
27 Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine! –

– Empunhai ramos nas mãos, formai cortejo, *
aproximai-vos do altar, até bem perto!
28 Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! *
Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!
29 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 
Ant. Pelos nossos pecados se entregou
e ressurgiu para nos justificar. Aleluia.

Leitura breve             Ef 2,4-6
Deus é rico em misericórdia. Por causa do grande amor com que nos amou, quando estávamos mortos por causa das nossas faltas, ele nos deu a vida com Cristo. É por graça que vós sois salvos! Deus nos ressuscitou com Cristo e nos fez sentar nos céus em virtude de nossa união com Jesus Cristo. 

V. Este é o dia que o Senhor fez para nós. Aleluia. R. Alegremo-nos e nele exultemos. Aleluia.

Oração
Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do vosso povo na renovação da festa pascal, aumentai a graça que nos destes. E fazei que compreendamos melhor o batismo que nos lavou, o espírito que nos deu vida nova, e o sangue que nos remiu. Por Cristo, nosso Senhor.

Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor.
R. Graças a Deus.

Palavra de Deus e Apresentação da Convivência - 03/04/16

Palavra de Deus: Jr 1, 4-9


Boa noite, convivas!

Amanhã acontecerá a segunda Convivência Vocacional. 

Como aconteceu na primeira, o dia será para juntos meditarmos e discernirmos a vocação, trazendo é claro para a nossa realidade enquanto Vida Consagrada no DJC.

Já conscientes de que Deus chama e é preciso ouvir o seu chamado e responder positivamente, somos convidados com a ajuda dos temas vocacionais, dos desertos, das partilhas, das orações, a mergulhar nesse discernimento para bem saber o que Deus quer de nós (vida consagrada, casamento etc).

Por isso, o DJC está de portas abertas para acolher a juventude que se coloca à disposição de trilhar este caminho de Convivência Vocacional.

Lancemos as redes para águas mais profundas!

Mãos e coração à obra. 


Pré-postulante Felipe Feijão 



Programação



Programação

Discipulado de Jesus Cristo
Comunidade de Aliança

Promoção Vocacional

Programação da Convivência Vocacional – 03/04/2016

Vocação acertada, vida feliz!

07h – Chegada

08h – Café da manhã

09h – Formação

10h – Deserto

11h – Formação

12h – Hora média / Almoço / Siesta

14h – Partilha 

16h – Lanche 

17h – Despedida / Encaminhamentos 


Atenciosamente,

Pré-postulante Felipe Feijão

Promotor Vocacional 

Formação - A vida fraterna em comunidade (Introdução e Capítulo I)


A VIDA FRATERNA EM COMUNIDADE

«Congregavit nos in unum Christi amor »

INTRODUÇÃO

« Congregavit nos in unum Christi Amor »

1. O Amor de Cristo reuniu para se tornarem uma só coisa um gran-de número de discípulos a fim de que, como Ele e graças a Ele, no Espirito, pudessem, através dos séculos, responder ao amor do Pai, amando-o «com todo o coração, com toda a alma e com todas as forças» (Dt 6, 5)e amando o próximo «como a si mesmos» (Cf. Mt 22, 39).
Entre esses discípulos, os reunidos nas comunidades religiosas, mulheres e «homens de todas as nações, tribos, povos e linguas » (Cf. Ap 7, 9), foram e são ainda hoje uma expressão particularmente eloqüente desse sublime e ilimitado Amor.
Nascidos «não da vontade da carne e do sangue», não de simpatias pessoais ou de motivos humanos, mas «de Deus» (Jo 1, 13), de uma vocação divina e de uma divina atração, as comunidades religiosas são um sinal vivo da primazia do Amor de Deus que opera suas maravilhas e do amor a Deus e aos irmãos, como foi manifestado e praticado por Jesus Cristo.
Dada sua influência para a vida e a santidade da Igreja, é importante examinar a vida das comunidades religiosas concretas, tanto as monásticas e contemplativas, como as dedicadas à atividade apostólica, cada uma segundo seu caráter específico. O que se diz das comunidades religiosas refere-se também às comunidades das sociedades de vida apostólica, levando em conta seu caráter e sua legislação própria.
a) O tema deste documento tem presente um fato: a fisionomia que hoje manifesta «a vida fraterna em comum» em numerosos paises revela muitas mudanças em relação ao passado. Essas mudanças, como também as esperanças e as desilusões que as acompanharam e ainda as acompanham, requerem uma reflexão à luz do Concílio Vaticano II. Elas produziram efeitos positivos, mas também outros mais discutíveis. Colocaram em realce não poucos valores evangélicos, dando nova vitalidade à comunidade religiosa, mas também suscitaram perplexidades por terem obscurecido alguns elementos tipicos dessa mesma vida fraterna vivida em comunidade. Em alguns lugares parece que a comunidade religiosa tenha perdido importância aos olhos dos religiosos e religiosas, não sendo mais, talvez, um ideal a ser perseguido.
Com a serenidade e a urgência de quem busca a vontade do Senhor, muitas comunidades quiseram avaliar essa transformação, para corresponder melhor à própria vocação no meio do Povo de Deus.
b) São muitos os fatores que determinaram as mudanças das quais somos testemunhas:
— O «retorno constante às fontes da vida cristã e à primitiva inspiração dos institutos» 1 Esse encontro mais profundo e mais pleno com o Evangelho e com a primeira irrupção do carisma fundacional, foi um vigoroso impulso em direção à aquisição do verdadeiro espírito que anima a fraternidade e às estruturas e aos usos que devem exprimi-lo adequadamente. Onde o encontro com essas fontes e com a inspiração originária foi parcial ou fraco, a vida fraterna correu riscos e também teve certa diminuição de vigor.
— Esse processo, porém, aconteceu também dentro de outras transformações mais gerais, que são como que sua moldura existencial, e a cujas repercussões a vida religiosa não podia subtrair-se.2
A vida religiosa é uma parte vital da Igreja e vive no mundo. Os valores e os contravalores que fermentam numa época ou num ambiente cultural, e as estruturas sociais que os revelam, pressionam à porta da vida de todos, inclusive da Igreja e de suas comunidades religiosas. Estas últimas, ou constituem um fermento evangélico da sociedade, anúncio da Boa Nova em meio ao mundo, proclamação no tempo da Jerusalém celeste, ou sucumbem com um declínio mais ou menos longo, simplesmente porque se adequaram ao mundo. Por isso, a reflexão e as novas propostas sobre a «vida fraterna em comum» deverão levar em conta essa moldura.
— Todavia, também o desenvolvimento da Igreja influiu profundamente nas comunidades religiosas. O Concílio Vaticano II, como acontecimento de graça e como expressão máxima da atuação pastoral da Igreja neste século, teve um influxo decisivo sobre a vida religiosa; não somente em virtude do Decreto Perfectae Caritatis, a ela dedicado, mas também da Eclesiologia conciliar e de cada um de seus documentos.
Por todas essas razões, o presente documento, antes de entrar diretamente no assunto, inicia com um rápido olhar às mudanças acontecidas nos aspectos que puderam influenciar mais de perto a qualidade da vida fratema e seu modo de atuação nas várias comunidades religiosas.

DESENVOLVIMENTO TEOLÓGICO
2. O Concílio Vaticano II deu uma contribuição fundamental à revalorização da «vida fratema em comum» e à renovada visão da comunidade religiosa. Foi o desenvolvimento da eclesiologia que influiu mais do que qualquer outro fator sobre a evolução da compreensão da comunidade religiosa. O Vaticano II afirmou que a vida religiosa pertence «firmemente» (inconcusse) à vida e à santidade da Igreja e a colocou justamente no coração de seu mistério de comunhão e de santidade.3
A comunidade religiosa participa, portanto, da renovada e aprofundada visão da Igreja. Daí algumas consequencias:

a) Da Igreja-Mistério à dimensão mistérica da comunidade religiosa
A comunidade religiosa não é um simples aglomerado de cristãos em busca da perfeição pessoal. Em sentido muito mais profundo, é participação e testemunho qualificado da Igreja-Mistério, enquanto expressão viva e realização privilegiada de sua peculiar «comunhão», da grande «koinonia» trinitária a que o Pai quis fazer participar os homens no Filho e no Espírito Santo.

b) Da Igreja-Comunhão à dimensão comunional-fraterna da comunidade religiosa
A comunidade religiosa, em sua estrutura, em suas motivações, em seus valores qualificantes, torna publicamente visível e continuamente perceptível o dom da fratemidade feito por Cristo a toda a Igreja. Por isso mesmo, ela tem como empenho irrenunciável e como missão: ser e aparecer como uma célula de intensa comunhão fraterna que seia sinal e estímulo para todos os batizados.4

c.) Da Igreja animada pelos Carismas à dimensão carismática da comunidade religiosa
A comunidade religiosa é célula de comunhão fraterna, chamada a viver animada pelo carisma fundacional; é parte da comunhão orgânica de toda a Igreja, sempre enriquecida pelo Espírito com variedade de ministérios e de carismas.
Para entrar a fazer parte de tal comunidade é necessária a graça particular de uma vocação. Em concreto, os membros de uma comunidade religiosa aparecem unidos por um comum chamado de Deus na linha do carisma fundacional, por uma típica comum consagração eclesial e por uma comum resposta na participação «na experiência do Espírito vivida e transmitida pelo fundador e na participação em sua missão na Igreja».5
Esta quer também receber com reconhecimento os carismas «mais comuns e difundidos» 6 que Deus distribui entre seus membros para o bem de todo o Corpo. A comunidade religiosa existe para a Igreja, para significá-la e enriquecê-la,7 para torná-la mais apta a cumprir sua missão.

d) Da Igreja-Sacramento de unidade à dimensão apostólica da comunidade religiosa
O sentido do apostolado é de reconduzir a humanidade à união com Deus e à unidade, mediante a caridade divina. A vida fraterna em comum, como expressão da união realizada pelo amor de Deus, além de constituir um testemunho essencial para a evangelização, tem grande importância para a atividade apostólica e para sua finalidade última. Daí a força de sinal e de instrumento da comunhão fraterna da comunidade religiosa. A comunhão fraterna está, de fato, no inicio e no fim do apostolado.
O Magistério, do Concílio em diante , aprofundou e enriqueceu com novos contributos a renovada visão da comunidade religiosa.8

DESENVOLVIMENTO CANÔNICO
3. O Código de Direito Canônico (1983) concretiza e precisa as disposições conciliares relativas à vida comunitária.
Quando se fala de «vida comum», é preciso distinguir claramente dois aspectos. Enquanto o Código de 1917 9 poderia dar a impressão de ter se concentrado sobre elementos externos e sobre a uniformidade do estilo de vida, o Vaticano II 10 e o novo Código 11 insistem explicitamente sobre a dimensão espiritual e sobre o laço de fraternidade que deve unir na caridade todos os membros. O novo Código fez a síntese desses dois aspectos falando de «levar vida fraterna em comum».12
Podem-se distinguir, pois, na vida comunitária dois elementos de união e de unidade entre os membros:

— um mais espiritual: é a «fraternidade» ou «comunhão fraterna» que parte dos corações animados pela caridade. Sublinha a «comunhão de vida» e o relacionamento interpessoal.13

— o outro mais visível: é a vida em comum ou «vida de comunidade» que consiste no «habitar na própria casa religiosa legitimamente constitúída» e no «levar vida comum» através da fidelidade às mesmas normas, da participação aos atos comuns, da colaboração nos serviços comuns.

Tudo isso é vivido «segundo um estilo próprio» 15 nas várias comunidades, de acordo com o carisma e o direito próprio do instituto. 16 Daí a importância do direito próprio que deve aplicar à vida comunitária o patrimônio de cada instituto e os meios para realizá-lo.17
È claro que a «vida fraterna» não será automaticamente realizada pela observância das normas que regulam a vida comum; mas é evidente que a vida em comum tem a finalidade de favorecer intensamente a vida fraterna.

DESENVOLVIMENTO NA SOCIEDADE
4. A sociedade evolui continuamente e os religiosos e as religiosas, que não são do mundo mas ainda vivem no mundo, sentem seus influxos.
Aqui se destacam só alguns aspectos que influíram mais diretamente sobre a vida religiosa em geral e sobre a comunidade religiosa em particular.

a) Os movimentos de emancipação política e social no Terceiro Mundo e o crescente processo de industrialização levaram, nos últimos decênios, ao surgimento de grandes mudanças sociais, a uma atenção especial para o «desenvolvimento dos povos» e para as situações de pobreza e miséria. As Igrejas locais reagiram vivamente diante desses desdo-ramentos.

Sobretudo na América Latina, através das assembléias do Episcopado Latino-Americano deMedellin, Puebla e São Domingos, foi colocada em primeiro plano «a opção evangélica e preferencial pelos pobres»,18 com o conseqüente deslocamento de acento sobre o compromisso social.
As comunidades religiosas foram fortemente sensibilizadas e muitas foram levadas a repensar seu modo de presença na sociedade, tendo em vista um serviço aos pobres mais imediato, até mesmo através da inserção entre eles.
O crescimento impressionante da miséria nas periferias das grandes cidades e o empobrecimento do meio rural aceleraram o processo de «deslocamento» de não poucas comunidades religiosas para esses ambientes populares.
Em todas as partes se impõe o desafio da inculturação. As culturas, as tradições, a mentalidade de um País influem também sobre o modo de realizar a vida fraterna nas comunidades religiosas.
Ainda mais: os recentes grandes movimentos migratórios colocam o problema da convivência das diversas culturas e o da reação racista. Tudo so repercute também nas comunidades religiosas pluriculturais e multirraciais que se tornam cada vez mais numerosas.

b) A reivindicação da liberdade pessoal e dos direitos humanos esteve na base de um vasto processo de democratização que favoreceu o desenvolvimento econômico e o crescimento da sociedade civil.
No período imediatamente depois do Concílio, esse processo — principalmente no Ocidente — sofreu uma aceleração caracterizada por momentos de «assembleismo» e por atitudes anti-autoritárias.
A contestação da autoridade não poupou nem mesmo a Igreja e a vida religlosa, com conseqüências evidentes também na vida comunitária. A unilateral e exacerbada acentuação da liberdade contribuíu para difundir no Ocidente a cultura do individualismo, com o enfra- quecimento do ideal da vida comum e do compromisso com projetos comunitários. Devem ser assinaladas, também, as reações igualmente unilaterais: isto é, evasões para esquemas seguros de autoridade, baseados na confiança cega num guia garante de segurança.

c) A promoção da mulher, um dos sinais dos tempos segundo o Papa João XXIII, teve não poucas ressonâncias na vida das comunidades cristãs de diversos países. 9 Mesmo se em algumas regiões o influxo de correntes extremistas do feminismo está condicionando profundamente a vida religiosa, quase em todas as partes as comunidades religiosas femininas estão na positiva busca de formas de vida comum consideradas mais adequadas à renovada consciência da identidade, da dignidade e do papel da mulher na sociedade, na Igreja e na vida religiosa.

d) A explosão das comunicações, a partir dos anos 60, influenciou notavel e, às vezes, dramaticamente, o nível geral da informação, o sentido de responsabilidade social e apostólica, a mobilidade apostólica, a qualidade das relações internas, para não falar do estilo concreto de vida e do clima de recolhimento que deveria caracterizar a comunidade religiosa.

e) O consumismo e o hedonismo, junto com um enfraquecimento da visão de fé, próprio do secularismo, em muitas regiões não deixou indiferentes as comunidades religiosas, submetendo a dura prova a capacidade de algumas de «resistir ao mal»; mas suscitam também novos estilos de vida pessoal e comunitária que são um límpido testemunho evangélico para nosso mundo.
Tudo isso constituíu um desafio e um chamado a viver com mais vigor os conselhos evangélicos, também como sustentáculo do testemunho da comunidade cristã.

MUDANÇAS NA VIDA RELIGIOSA
5. Houve, nestes últimos anos, mudanças que influíram profundamente nas comunidades religiosas.
a) Nova configuração nas comunidades religiosas. Em muitos paises, as iniciativas crescentes do Estado em setores onde operava a vida religiosa, tais como a assistência, a escola e a saúde, juntamente com a diminuição das vocações, fez diminuir a presença dos religiosos nas obras típicas dos institutos apostólicos. Diminuem assim as grandes comunidades religiosas a serviço de obras visíveis que caracterizaram, por um longo período, a fisionomia dos diversos institutos.
Ao mesmo tempo, preferiram-se, em algumas regiões, comunidades menores formadas por religiosos inseridos em obras não pertencentes ao instituto, embora frequentemente na linha de seu carisma. Isso influi notavelmente sobre o tipo de vida comum, exigindo uma mudança nos ritmos radicionais.
Às vezes o sincero desejo de servir à Igreja, o apego às obras do instiuto, bem como as prementes solicitações da Igreja particular podem facilmente levar religiosos e religiosas a sobrecarregar-se de trabalho, com uma conseqüente menor disponibilidade de tempo para a vida comum.

b) O aumento de apelos de participação para responder às solicitações das necessidades mais urgentes (pobres, drogados, refugiados, marginalizados, deficientes, doentes de todo o tipo), tem suscitado, da parte da vida religiosa, respostas de uma doação admirável e admirada.
Mas isso fez emergir também a exigência de mudanças na fisionomia adicional das comunidades religiosas, porque consideradas por alguns pouco aptas para afrontar as novas situações.

c) O modo de compreender e viver o próprio trabalho num contexto secularizado, entendido, antes de tudo, como o simples exercício de um ofício ou de uma profissão determinada, e não como o cumprimento de uma missão de evangelização, algumas vezes colocou na sombra a realidade da consagração e a dimensão espiritual da vida religiosa. Por vezes chegou-se ao ponto de considerar a vida fraterna em comum como um obstáculo ao próprio apostolado ou como um mero instrumento funcional.

d) Uma nova concepção da pessoa emergiu no imediato pós-Concílio, com uma forte recuperação do valor de cada pessoa e de suas iniciativas. Logo denois se fez vivo um agudo sentido da comunidade entendida como vida fraterna que se constrói mais sobre a qualidade das relações inter-pessoais que sobre os aspectos formais da observancia regular.
Esses acentos, em alguns lugares, foram radicalizados (daí as tendências opostas: individualismo e comunitarismo), sem ter, às vezes, conseguido uma composição satisfatória.

e) As novas estruturas de governo, emersas das Constituições renovadas, exigem muito mais participação dos religiosos e das religiosas. Decorre daí um modo diferente de afrontar os problemas: através do diálogo comunitário, da co-responsabilidade e da subsidiariedade. São todos os membros que são chamados a se interessar pelos problemas da comunidade. Isso muda consideravelmente as relações interpessoais, com consequências no modo de ver a autoridade. Em não poucos casos a esta última custa muito na prática reencontrar seu exato lugar nesse novo contexto.
O conjunto das mudanças e das tendências acima acenadas influíu na fisionomia das comunidades religiosas de maneira profunda, mas também diferenciada. As diferenças, às vezes bastante notáveis, dependem — como é fácil compreender — da diversidade das culturas e dos diversos continentes, do fato de que as comunidades seiam femininas ou masculinas, do tipo de vida religiosa e de instituto, da diversa atividade e do relativo empenho de releitura e de reatualização do carisma do fundador, da maneira diversa de colocar-se diante da sociedade e da Igreja, da diferente recepção dos valores propostos pelo Concílio, das diferentes tradições e modos de vida comum e das diferentes maneiras de exercer a autoridade e de promover a renovação da formação permanente. De fato os problemas são só em parte comuns; antes, tendem a diferenciar-se.

OBJETIVOS DESTE DOCUMENTO
6. À luz dessas novas situações, a finalidade do presente documento é a de sustentar os esforços feitos por muitas comunidades de religiosas e de religiosos para melhorar a qualidade de sua vida fraterna. Isso se fará oferecendo alguns critérios de discernimento, tendo em vista uma autêntica renovação evangélica.
Este documento pretende, além disso, oferecer motivos de reflexão para aqueles que se afastaram do ideal comunitário, afim de que retomem em séria consideração a necessidade da vida fraterna em comum para quem se consagrou ao Senhor num instituto religioso ou se incorporou numa sociedade de vida apostólica.
7. Para esse fim, apresenta-se a seguir:
a) A comunidade religiosa como dom: antes de ser um projeto humano, a vida fraterna em comum faz parte do projeto de Deus, que quer comunicar sua vida de comunhão.

b) A comunidade religiosa como lugar de fraternização: os caminhos mais adequados para construir a fraternidade cristã por parte da comunidade religiosa.

c) A comunidade religiosa como lugar e sujeito da missão: as opções concretas que a comunidade religiosa é chamada a fazer e os critérios de discernimento nas diversas situações.

Para introduzir-nos no mistério da comunhão e da fraternidade e antes de empreender o difícil discernimento necessário para um renovado splendor evangélico de nossas comunidades, é necessário invocar humildemente o Espírito Santo para que realize aquilo que somente Ele pode realizar: «Dar-vos-ei um coração novo, porei em vosso peito um espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e dar-vos-ei um coração de carne... Sereis meu povo e serei vosso Deus» (Ez 36, 26-28).

CAPÍTULO I

O DOM DA COMUNHÃO E DA COMUNIDADE
8. Antes de ser uma construção humana, a comunidade religiosa é um dom do Espírito. De fato, é do amor de Deus difundido nos corações por meio do Espírito que a comunidade religiosa se origina e por ele se constrói como uma verdadeira família reunida no nome do Senhor.20
Não se pode compreender, portanto, a comunidade religiosa sem partir do fato de ela ser dom do Alto, de seu mistério e de seu radicar-se no coração mesmo da Trindade santa e santificante, que a quer como parte do mistério da Igreja, para a vida do mundo.

A IGREJA COMO COMUNHÃO
9. Criando o ser humano à própria imagem e semelhança, Deus o criou para a comunhão. O Deus criador que se revelou como Amor, Trindade, comunhão, chamou o homem a entrar em íntima relação com Ele e à comunhão interpessoal, isto é, à fraternidade universal.21
Essa é mais alta vocação do homem: entrar em comunhão com Deus e com os outros homens, seus irmãos.
Esse desígnio de Deus foi comprometido pelo pecado que quebrou todo o tipo de relação: entre o gênero humano e Deus, entre o homem e a mulher, entre irmão e irmã, entre os povos, entre a humanidade e a criação.
Em seu grande amor, o Pai mandou seu Filho para que, novo Adão, reconstituísse e levasse toda a criação à plena unidade. Ele, vindo entre nós, constituíu o inicio do novo povo de Deus chamando ao redor de si apóstolos e discípulos, homens e mulheres, parábola viva da família humana reunida em unidade. A eles anunciou a fraternidade universal no Pai que nos fez seus familiares, filhos seus e irmãos entre nós. Assim ensinou a igualdade na fraternidade e a reconciliação no perdão. Inverteu as relações de poder e de domínio, dando ele mesmo exemplo de como servir e colocar-se no último lugar. Durante a última ceia, confiou-lhes o mandamento novo do amor mútuo: « Eu vos dou um novo mandamento: que vos ameis uns aos outros; como eu vos tenho amado, assim amai-vos também vós uns aos outros» (Jo 13, 34; Cf. 15, 12); instituíu a Eucaristia que, fando-nos comungar no único pão e no único cálice, alimenta o amor mútuo. Dirigiu-se então ao Pai pedindo, como sintese de seus desejos, a unidade de todos conforme o modelo da unidade trinitária: «Meu Pai, que es estejam em nós, assim como tu estás em mim e eu em ti; que eles sejam um!» (Jo 17, 21).
Entregando-se, depois, à vontade do Pai, no mistério pascal realizou aquela unidade que havia ensinado os discípulos viverem e que havia pedido ao Pai. Com sua morte de cruz destruíu o muro de separação entre povos, reconciliando todos na unidade (Cf. Ef 2, 14-16), ensinando-nos assim que a comunhão e a unidade são o fruto da condivisão de seu mistério de morte.
A vinda do Espírito Santo, primeiro dom aos que têm fé, realizou a unidade querida por Cristo. Efundido sobre os discípulos reunidos no cenáculo com Maria, deu visibilidade à Igreja que, desde o primeiro momento, se caracteriza como fraternidade e comunhão, na unidade de um só coração e de uma só alma (Cf. At 4, 32).
Essa comunhão é o vinculo da caridade que une entre si todos os membros do mesmo Corpo de Cristo, e o Corpo com sua Cabeça. A mesma presença vivificante do Espírito Santo 22constrói em Cristo a coesão orgânica: Ele unifica a Igreja na comunhùao e no ministério; Ele a coordena e rige com diversos dons hierárquicos e carismáticos que se complementam entre si; Ele a embeleza com seus frutos.23
Em sua peregrinação por este mundo, a Igreja, una e santa, se caracterizou constantemente por uma tensão, muitas vezes sofrida, rumo à unidade efetiva. Ao longo de seu caminho histórico, tomou sempre maior consciência de ser povo e família de Deus, Corpo de Cristo, Templo do Espírito, Sacramento da intima união do gênero humano, comunhão, ícone da Trindade. O Concílio Vaticano II ressaltou, como talvez nunca antes de então, essa dimensão mistérica e comunional da Igreja.

A COMUNIDADE RELIGIOSA EXPRESSãO DA COMUNHãO ECLESIAL
10. A vida consagrada, desde seu nascimento, compreendeu essa íntima natureza do cristianismo. De fato, a comunidade religiosa se sentiu em continuidade com o grupo daqueles que seguiam a Jesus. Ele os havia chamado pessoalmente, um a um, para viver em comunhão com Ele e com os outros discipulos, para compartilhar sua vida e seu destino (Cf. Mc 3, 13-15), de modo a serem sinal da vida e da comunhão inaugurada por Ele. As primeiras comunidades monásticas olharam para a comunidade dos discipulos que seguiam a Cristo e para a comunidade de Jerusalém como para um ideal de vida. Como a Igreja nascente, tendo um só coração e uma só alma, os monges, reunindo-se entre si ao redor de um guia espiritual, o abade, propuseram-se a viver a radical comunhão dos bens materiais e espirituais e a unidade instaurada por Cristo. Essa comunhão encontra seu arquétipo e seu dinamismo unificante na vida de unidade das Pessoas da Santissima Trindade.
Nos séculos seguintes surgem múltiplas formas de comunidade sob a ação carismática do Espírito. Ele, que perscruta o coração humano, vailhes ao encontro e responde a suas necessidades. Suscita assim homens e mulheres que, iluminados com a luz do Evangelho e sensíveis aos sinais dos tempos, dão vida a novas familias religiosas e, portanto, a novas ma-neiras de atuar a única comunhão, na diversidade dos ministérios e das comunidades.24
De fato, não se pode falar, de modo unívoco, de comunidade religiosa. A história da vida consagrada testemunha maneiras diferentes de viver a única comunhão, de acordo com a natureza de cada um dos institutos. Assim hoje podemos admirar a «maravilhosa variedade» das familias religiosas das quais a Igreja é rica e que a tornam preparada para qualquer obra boa25 e, portanto, podemos admirar a variedade das formas de comunidades religiosas.
No entanto, na variedade de suas formas, a vida fraterna em comum sempre apareceu como uma radicalização do comum espírito fraterno que une todos os cristãos. A comunidade religiosa é visualização da comunhão que funda a Igreja e, ao mesmo tempo, profecia da unidade à qual tende como sua meta final. «Peritos em comunhão, os religiosos são chamados a ser, na comunidade eclesial e no mundo, testemunhas e artífices daquele projeto de comunhão que está no vértice da história do homem segundo Deus. Antes de tudo, com a profissão dos conselhos evangélicos, que liberta de qualquer impedimento o fervor da caridade, eles se tornam comunitariamente sinal profético da íntima união com Deus sumamente amado. Além disso, pela cotidiana experiência de uma comunhão de vida, de oração e de apostolado, como componente essencial e distintivo de sua forma de vida consagrada, fazem-se «sinal de comunhão fraterna». De fato, num mundo muitas vezes tão profundamente dividido e diante de todos os seus irmãos na fé, testemunham a capacidade de comunhão dos bens, do afeto fraterno, do projeto de vida e de atividade. Essa capacidade lhes provém do fato de terem atendido ao convite para seguir mais livremente e mais de perto Cristo Senhor, enviado pelo Pai, a fim de que, primogênito entre muitos irmãos, instituísse, no dom de seu Espírito, uma nova comunhão fraterna».26
Isso será tanto mais visível quanto mais eles, não só sintam com e dentro da Igreja, mas também sintam a Igreja, identificando-se com ela em plena comunhão com sua doutrina, sua vida, seus pastores, seus fiéis e sua missão no mundo.27
Particularmente significativo é o testemunho dado pelos contemplativos e pelas contemplativas. Para eles a vida fraterna tem dimensoes mais tstas e mais profundas, que derivam da exigência fundamental dessa especial vocação, isto é, a busca somente de Deus no silêncio e na oração.
Sua contínua atenção a Deus torna mais delicada e respeitosa a atenção aos outros membros da comunidade; a contemplação se torna uma força libertadora de qualquer forma de egoísmo.
A vida fraterna em comum, num mosteiro, é chamada a ser sinal vivo do mistério da Igreja: quanto maior o mistério da graça, tanto mais rico o fruto da salvação.

Assim o Espírito do Senhor que reuniu os primeiros fiéis e que continuamente convoca a Igreja numa única família, convoca e sustenta as famílias religiosas que, através de suas comunidades esparsas por toda a terra, têm a missão de ser sinais particularmente legíveis da íntima comunhão que anima e constitui a Igreja e de ser sustentáculo para a realização do plano de Deus.

Liturgia das Horas - 5º Domingo da Quaresma - 13/03/2016

5º DOMINGO DA QUARESMA
LAUDES
introdução
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém
Hino
Humildes, ajoelhados
na prece que a fé inspira,
ao justo Juiz roguemos
que abrande o rigor da ira.

Ferimos por nossas culpas
o vosso infinito amor.
A vossa misericórdia
do alto infundi, Senhor.

Nós somos, embora frágeis,
a obra de vossa mão;
a honra do vosso nome
a outros não deis, em vão. 


Senhor, destruí o mal,
fazei progredir o bem;
possamos louvar-vos sempre,
e dar-vos prazer também. 
Conceda o Deus Uno e Trino,
que a terra e o céu sustém,
que a graça da penitência
dê frutos em nós. Amém. 


Salmodia
Ant. 1  Para mim, ó meu Deus, fostes sempre um socorro.
Salmo 62 (63), 2-9
Sede de Deus
Vigia diante de Deus, quem rejeita as obras das trevas (cf. 1Ts 5,5)
— 2Sois vós, ó Senhor, o meu Deus!*
Desde a aurora ansioso vos busco!
= A minh'alma tem sede de vós,+
minha carne também vos deseja,*
como terra sedenta e sem água!


— 3Venho, assim, contemplar-vos no templo,*
para ver vossa glória e poder.
— 4Vosso amor vale mais do que a vida:*
e por isso meus lábios vos louvam.


— 5Quero, pois, vos louvar pela vida,*
e elevar para vós minhas mãos!
— 6A minh'alma será saciada,*
como em grande banquete de festa;
— cantará a alegria em meus lábios,*
ao cantar para vós meu louvor!

7Penso em vós no meu leito, de noite,*
nas vigílias suspiro por vós!
— 8Para mim fostes sempre um socorro;*
de vossas asas à sombra eu exulto!
— 9Minha alma se agarra em vós;*
com poder vossa mão me sustenta.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Para mim, ó meu Deus, fostes sempre um socorro.
Ant. 2 Renovai vossos prodígios e salvai-nos!
Libertai-nos do poder da morte eterna!


Cântico Dn 3,57-88.56
Louvor das criaturas ao Senhor
Louvai o nosso Deus, todos os seus servos (Ap 19,5)
57Obras do Senhor, bendizei o Senhor,*
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
58Céus do Senhor, bendizei o Senhor!
59Anjos do Senhor, bendizei o Senhor!
(R. Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
Ou
R. 
A ele glória e louvor eternamente
)
60Águas do alto céu, bendizei o Senhor!*
61Potências do Senhor, bendizei o Senhor!
62Lua e sol, bendizei o Senhor!*
63Astros e estrelas bendizei o Senhor!
(R.)
64Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor!*
65Brisas e ventos, bendizei o Senhor!
66Fogo e calor, bendizei o Senhor!*
67Frio e ardor, bendizei o Senhor!
(R.)
68Orvalhos e garoas, bendizei o Senhor!*
69Geada e frio, bendizei o Senhor!
70Gelos e neves, bendizei o Senhor!*
71Noites e dias, bendizei o Senhor!
(R.)
72Luzes e trevas, bendizei o Senhor!*
73Raios e nuvens, bendizei o Senhor!
-74Ilhas e terra, bendizei o Senhor!*
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
(R.)
75Montes e colinas, bendizei o Senhor!*
76Plantas da terra, bendizei o Senhor!
77Mares e rios, bendizei o Senhor!*
78Fontes e nascentes, bendizei o Senhor!
(R.)
79Baleias e peixes, bendizei o Senhor!*
80Pássaros do céu, bendizei o Senhor!
81Feras e rebanhos, bendizei o Senhor!*
82Filhos dos homens, bendizei o Senhor!
(R.)
83Filhos de Israel, bendizei o Senhor!*
Louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
84Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor!*
85Servos do Senhor, bendizei o Senhor!
(R.)
86Almas dos justos, bendizei o Senhor!*
87Santos e humildes, bendizei o Senhor!
88Jovens Misael, Ananias e Azarias, *
louvai-o e exaltai-o pelos séculos sem fim!
(R.)
- ao Pai e ao Filho e ao espírito Santo*
louvemos e exaltemos pelos séculos sem fim!
56Bendito sois, Senhor, no firmamento dos céus!*
Sois digno de louvor e de glória eternamente!
(R.)

No fim deste cântico não se diz Glória ao Pai
Ant. Renovai vossos prodígios e salvai-nos!
Libertai-nos do poder da morte eterna!
Ant. 3 A hora já chegou:
Jesus o Filho do Homem, será glorificado.


Salmo 149
A alegria e o louvor dos santos
Os filhos da Igreja, novo povo de Deus, se alegrem no seu Rei Cristo Jesus (Hesíquio)
 1Cantai ao Senhor Deus um canto novo,*
e o seu louvor na assembleia dos fiéis!

— 2Alegre-se Israel em quem o fez,*
e Sião se rejubile no seu Rei!

— 3Com danças glorifiquem o seu nome,*
toquem harpa e tambor em sua honra!


— 4Porque, de fato, o Senhor ama seu povo*
e coroa com vitória os seus humildes.
— 5Exultem os fiéis por sua glória,*
e cantando se levantem de seus leitos,
— 6com louvores do Senhor em sua boca*
e espadas de dois gumes em sua mão,


— 7para exercer sua vingança entre as nações,*
e infligir o seu castigo entre os povos,
— 8colocando nas algemas os seus reis,*
e seus nobres entre ferros e correntes,
— 9para aplicar-lhes a sentença já escrita:*
Eis a glória para todos os seus santos.


Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. A hora já chegou:
Jesus o Filho do Homem, será glorificado.

Leitura breve             Lv 23,4-7
São estas as solenidades do Senhor em que convocareis santas assembleias no devido tempo: No dia catorze do primeiro mês, ao entardecer, é a Páscoa do Senhor. No dia quinze do mesmo mês é a festa dos Ázimos, em honra do Senhor. Durante sete dias comereis pães ázimos. No primeiro dia tereis uma santa assembleia, não fareis nenhum trabalho servil.

Responsório breve 
R. Eis que os dias se aproximam,
em que há de ser entregue o Filho do Homem.
Mas três dias depois, ele ressurgirá. R. Eis que os dias.
V. Naqueles dias haveis de jejuar, de chorar.
* Mas três dias.
Glória ao Pai. R. Eis que os dias.
CÂNTICO EVANGÉLICO(BENEDICTUS) Lc 1,68-79
Versão em latim  - clique aqui
Ant. Ao ouvir estas palavras,
foram saindo um a um,
a começar pelos mais velhos.
Jesus ficou sozinho, e a mulher, ali, no meio.
O Messias e seu Precursor
68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, *
porque a seu povo visitou e libertou;
69 e fez surgir um poderoso Salvador *
na casa de Davi, seu servidor,

70 como falara pela boca de seus santos, *
os profetas desde os tempos mais antigos,
71 para salvar-nos do poder dos inimigos *
e da mão de todos quantos nos odeiam.

72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, *
recordando a sua santa Aliança
73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, *
de conceder-nos 74 que, libertos do inimigo,
= a ele nós sirvamos sem temor †
75 em santidade e em justiça diante dele, *
enquanto perdurarem nossos dias.

=76 Serás profeta do Altíssimo, ó menino, †
pois irás andando à frente do Senhor *
para aplainar e preparar os seus caminhos,
77 anunciando ao seu povo a salvação, *
que está na remissão de seus pecados;

78 pela bondade e compaixão de nosso Deus, *
que sobre nós fará brilhar o Sol nascente,
79
 para iluminar a quantos jazem entre as trevas *
= e na sombra da morte estão sentados
e para dirigir os nossos passos, *
guiando-os no caminho da paz.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Ao ouvir estas palavras,
foram saindo um a um,
a começar pelos mais velhos.
Jesus ficou sozinho, e a mulher, ali, no meio.
Preces  
Bendigamos o nosso Redentor que na sua bondade nos concede este tempo de salvação; e supliquemos:

R. Criai em nós, Senhor, um espírito novo! 

Cristo, nossa vida, que pelo batismo nos sepultastes sacramentalmente convosco na morte para que também convosco ressuscitemos,
 ajudai-nos hoje a ser fiéis à vida nova que recebemos. R. 

Senhor Jesus, que passastes pelo mundo fazendo o bem,
 tornai-nos solícitos pelo bem comum de toda a humanidade. R. 
Ensinai-nos a trabalhar generosamente na construção da cidade terrena,
 e ao mesmo tempo buscar a cidade celeste. R. 

Médico dos corpos e das almas, curai as feridas do nosso coração,
 para progredirmos continuamente no caminho da santidade. R. 

(intenções livres)
Pai nosso... 
Versão em latim  - clique aqui
Oração
Senhor nosso Deus, dai-nos por vossa graça caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. 
Conclusão da Hora
O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.


5º DOMINGO DA QUARESMA
Hora Média Oração das Doze Horas (Hora Sexta)
introdução
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém

Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Hino
Na mesma hora em que Jesus, o Cristo,
sofreu a sede, sobre a cruz pregado,
conceda a sede de justiça e graça
a quem celebra o seu louvor sagrado.
Ao mesmo tempo ele nos seja a fome
e o Pão divino que a Si mesmo dá;
seja o pecado para nós fastio,
só no bem possa o nosso gozo estar.
A unção viva do divino Espírito
impregne a mente dos que cantam salmos;
toda frieza do seu peito afaste,
no coração ponha desejos calmos,
Ao Pai e ao Cristo suplicamos graça,
com seu Espírito, eterno Bem;
Trindade Santa, protegei o orante,
guardai o povo em caridade. Amém.
Salmodia
-- salmodia complementar -- 

Ant. Por minha vida, diz o Senhor,
não quero a morte do pecador,
mas que ele volte e tenha vida.
Salmo 117(118) 
Canto de alegria e salvação
Ele é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular (At 4,11).
I
1 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! * 
'Eterna é a sua misericórdia!'

2 A casa de Israel agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
3 A casa de Aarão agora o diga: *
'Eterna é a sua misericórdia!'
Os que temem o Senhor agora o digam: *
'Eterna é a sua misericórdia!'

5 Na minha angústia eu clamei pelo Senhor, *
e o Senhor me atendeu e libertou!
6 O Senhor está comigo, nada temo; *
o que pode contra mim um ser humano?
7 O Senhor está comigo, é o meu auxílio, *
hei de ver meus inimigos humilhados.

8 É melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que pôr no ser humano a esperança;
9 é melhor buscar refúgio no Senhor, *
do que contar com os poderosos deste mundo!' 
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 
II 
10 Povos pagãos me rodearam todos eles, * 
mas em nome do Senhor os derrotei;
11 de todo lado todos eles me cercaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei;

=12 como um enxame de abelhas me atacaram, †
como um fogo de espinhos me queimaram, *
mas em nome do Senhor os derrotei. 
13 Empurraram-me, tentando derrubar-me, *
mas veio o Senhor em meu socorro.
14 O Senhor é minha força e o meu canto, *
e tornou-se para mim o Salvador.

15 'Clamores de alegria e de vitória*
ressoem pelas tendas dos fiéis.
=16 A mão direita do Senhor fez maravilhas, †
a mão direita do Senhor me levantou, *
a mão direita do Senhor fez maravilhas!'

17 Não morrerei, mas, ao contrário, viverei *
para cantar as grandes obras do Senhor!
18 O Senhor severamente me provou, *
mas não me abandonou às mãos da morte.  
 – Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 
III 
19 Abri-me vós, abri-me as portas da justiça; * 
quero entrar para dar graças ao Senhor!
20 'Sim, esta é a porta do Senhor, *
por ela só os justos entrarão!'
21 Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes *
e vos tornastes para mim o Salvador!

22 'A pedra que os pedreiros rejeitaram, *
tornou-se agora a pedra angular.
23 Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: *
Que maravilhas ele fez a nossos olhos!
24 Este é o dia que o Senhor fez para nós, *
alegremo-nos e nele exultemos!

25 Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, *
ó Senhor, dai-nos também prosperidade!'
 –26 Bendito seja, em nome do Senhor, *
aquele que em seus átrios vai entrando!
 – Desta casa do Senhor vos bendizemos. *
27 Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!

– Empunhai ramos nas mãos, formai cortejo, *
aproximai-vos do altar, até bem perto!
28 Vós sois meu Deus, eu vos bendigo e agradeço! *
Vós sois meu Deus, eu vos exalto com louvores!
29 Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! *
'Eterna é a sua misericórdia!'
– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 
Ant. Por minha vida, diz o Senhor,
não quero a morte do pecador,
mas que ele volte e tenha vida.
Leitura breve             1Pd 4,13-14 
Alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória. Se sofreis injúrias por causa do nome de Cristo, sois felizes, pois o Espírito da glória, o Espírito de Deus repousa sobre vós.

V. Desviai o vosso olhar dos meus pecados.
R. E apagai todas as minhas transgressões!
Oração
Senhor nosso Deus, dai-nos por vossa graça caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo. Por Cristo, nosso Senhor. 
Conclusão da Hora
V. Bendigamos ao Senhor. R. Graças a Deus.


5º DOMINGO DA QUARESMA
II Vésperas
introdução
V. Vinde, ó Deus, em meu auxílio.
R. Socorrei-me sem demora.
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém
Hino
Ó Pai, nesta Quaresma,
ouvi nossos pedidos:
na mais contrita prece
nos vedes reunidos.
Sondais as nossas almas,
na fé tão inconstantes:
se para vós se voltam,
mudai-as quanto antes.
Pecamos, na verdade,
tão longe da virtude:
Senhor, por vosso nome,
a todos daí saúde.
Fazei que nosso corpo,
enfim disciplinado,
o dia todo fuja
da culpa e do pecado.
Que o tempo da Quaresma
nos leve à santidade,
e assim louvar possamos
a glória da Trindade.
Salmodia

 
Ant. 1 Como a serpente no deserto,
o Filho do Homem há de ser levantado numa cruz.
Salmo 109(110),1-5.7 
O Messias, Rei e Sacerdote
É preciso que ele reine, até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés (1Cor 15, 25). 

1 Palavra do Senhor ao meu Senhor: *
'Assenta-te ao meu lado direito
– até que eu ponha os inimigos teus *
como escabelo por debaixo de teus pés!'

=2 O Senhor estenderá desde Sião †
vosso cetro de poder, pois Ele diz: *
'Domina com vigor teus inimigos;

=3 tu és príncipe desde o dia em que nasceste; †
na glória e esplendor da santidade, *
como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!'

=4 Jurou o Senhor e manterá sua palavra: †
'Tu és sacerdote eternamente, *
segundo a ordem do rei Melquisedec!'

5 À vossa destra está o Senhor, Ele vos diz: *
'No dia da ira esmagarás os reis da terra!
7 Beberás água corrente no caminho, *
por isso seguirás de fronte erguida!'
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém. .

Ant. 
Como a serpente no deserto,
o Filho do Homem há de ser levantado numa cruz.
Ant. 2 Senhor Deus do universo,
protegeis e libertais, acompanhais e enfim salvais.
Salmo 113 A(114) 
Israel liberta-se do Egito
Sabei que também vós, que renunciastes a este mundo, saístes do Egito (Sto. Agostinho). 

Quando o povo de Israel saiu do Egito, *
e os filhos de Jacó, de um povo estranho,
2 Judá tornou-se o templo do Senhor, *
e Israel se transformou em seu domínio.

3 O mar, à vista disso, pôs-se em fuga, *
e as águas do Jordão retrocederam;
4 as montanhas deram pulos como ovelhas, *
e as colinas, parecendo cordeirinhos.

Ó mar, o que tens tu, para fugir? *
E tu, Jordão, por que recuas deste modo?
6 Por que dais pulos como ovelhas, ó montanhas? *
E vós, colinas, parecendo cordeirinhos?

7 Treme, ó terra, ante a face do Senhor, *
ante a face do Senhor Deus de Jacó!
8 O rochedo ele mudou em grande lago, *
e da pedra fez brotar águas correntes!
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. 
Senhor Deus do universo,
protegeis e libertais, acompanhais e enfim salvais.

Ant. 3 
Foi ferido por nossos pecados,
esmagado por nossas maldades;
por suas chagas nós fomos curados.
Cântico 1Pd 2,21-24 
A paixão voluntária de Cristo, Servo de Deus 
=21 O Cristo por nós padeceu, †
deixou-nos o exemplo a seguir. *
Sigamos, portanto, seus passos!
22 Pecado nenhum cometeu, *
nem houve engano em seus lábios. 
(R. Por suas chagas nós fomos curados.) 
=23 Insultado, ele não insultava; †
ao sofrer e ao ser maltratado, *
ele não ameaçava vingança;
– entregava, porém, sua causa *
Àquele que é justo juiz    

(R.)
 
24 Carregou sobre si nossas culpas *
em seu corpo, no lenho da cruz,
= para que, mortos aos nossos pecados, †
na justiça de Deus nós vivamos. *
Por suas chagas nós fomos curados.

(R.)
Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Ant. 
Foi ferido por nossos pecados,
esmagado por nossas maldades;
por suas chagas nós fomos curados.
Leitura breve             At 13,26-30aIrmãos, a nós foi enviada esta mensagem de salvação. Os habitantes de Jerusalém e seus chefes não reconheceram a Jesus e, ao condená-lo, cumpriram as profecias que se leem todos os sábados. Embora não encontrassem nenhum motivo para a sua condenação, pediram a Pilatos que fosse morto. Depois de realizarem tudo o que a Escritura diz a respeito de Jesus, eles o tiraram da cruz e o colocaram num túmulo. Mas Deus o ressuscitou dos mortos.

Responsório breve 
R. Nós vos bendizemos e adoramos,
* Ó Jesus, nosso Senhor. R. Nós vos.
V. Por vossa cruz vós redimistes este mundo.Ó Jesus.
Glória ao Pai. R. Nós vos.
CÂNTICO EVANGÉLICO (MAGNIFICAT) Lc 1,46-55 Versão em latim  - clique aqui
Ant. Mulher, onde estão os que te acusavam?
Ninguém te condenou? Ninguém, ó Senhor!
Nem eu te condeno.
Então podes ir e não peques mais!
A alegria da alma no Senhor 
46 A minha alma engrandece ao Senhor * 
47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador;
48 pois ele viu a pequenez de sua serva, *
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. 


49 O Poderoso fez por mim maravilhas *
e Santo é o seu nome!
50 Seu amor, de geração em geração, *
chega a todos que o respeitam;

51 demonstrou o poder de seu braço, *
dispersou os orgulhosos;
52
 derrubou os poderosos de seus tronos *
e os humildes exaltou;
53 De bens saciou os famintos, *
e despediu, sem nada, os ricos.
54 Acolheu Israel, seu servidor, *
fiel ao seu amor,

55 como havia prometido aos nossos pais, *
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre.

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. *
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.
Ant. Mulher, onde estão os que te acusavam?
Ninguém te condenou? Ninguém, ó Senhor!
Nem eu te condeno.
Então podes ir e não peques mais!
Preces  
Demos glória a Deus Pai, que fez de nós o seu povo eleito, renascido de uma semente incorruptível e eterna, por meio de seu Filho, a Palavra que se fez carne; e lhe supliquemos humildemente:

R. Senhor, sede propício ao vosso povo! 

Deus de misericórdia, escutai as súplicas que vos dirigimos em favor do vosso povo,
 e fazei que ele deseje, sempre, mais a vossa palavra do que o alimento corporal. R. 

Ensinai-nos a amar sinceramente e sem discriminação a gente de nossa terra e os povos de todas as raças,
 e a trabalhar pela felicidade e concórdia de toda a humanidade. R. 

Acolhei com bondade os que se preparam para o renascimento espiritual do batismo,
 para que, como pedras vivas, eles construam a vossa casa espiritual que é a Igreja. R. 

Vós, que pela pregação do profeta Jonas exortastes os ninivitas à penitência,
 convertei por vossa palavra os corações dos pecadores. R. 

(intenções livres) 
Ajudai os agonizantes a esperarem confiantemente o seu encontro com Cristo,
 para que se alegrem eternamente na visão da vossa face. R.
Pai nosso. 
Versão em latim  - clique aqui
Oração
Senhor nosso Deus, dai-nos por vossa graça caminhar com alegria na mesma caridade que levou o vosso Filho a entregar-se à morte no seu amor pelo mundo. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

Conclusão da Hora 
O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.